TOP 9 Serial Killers Brasileiros…

TOP 9 Serial Killers Brasileiros…Pedro Rodrigues Filho, Eudóxio Donizete Bento, Edson Isidro Guimarães, João Acácio Pereira da Rocha. O que esses homens têm em comum? Todos são assassinos. Todos figuram na lista de serial killers brasileiros. Para ser considerado um serial killer, o assassino precisa ter matado duas ou mais pessoas com um intervalo de tempo entre os crimes, seguindo o mesmo modus operandi e o mesmo ritual e deixando sua assinatura.
Os serial killers acima mataram mais de dez, seguindo uma espécie de roteiro para abordar e matar suas vítimas, que tinham o mesmo perfil (mulheres e crianças) e a mesma faixa etária.

Os assassinos seriais geralmente começam a agir entre os 20 e os 30 anos de idade e não têm motivo aparente para matar suas vítimas. Elas são escolhidas ao acaso. Segundo Ilana Casoy, escritora e uma das maiores especialistas da área, existem dois tipos de assassinos seriais: os organizados e os desorganizados. O primeiro tipo é socialmente competente e geralmente casado. Tem bons empregos por parecer confiável e aparenta saber mais do que na realidade sabe. Para esse tipo, o crime é um jogo. “Planejam o crime com cuidado, carregam o material necessário para cumprir suas fantasias, interagem com a vítima e se gratificam com o estupro e a tortura”, diz Ilana, que colabora com a Polícia Civil de São Paulo na montagem de perfil de serial killers. ” Eles levam um pertence da vítima como troféu ou lembrança.”
O segundo tipo de serial killer, o desorganizado, age por impulso e perto de onde mora, usando armas e instrumentos encontrados no local da ação. Ilana diz que esse tipo raramente mantém contato com a vítima antes de agir. “Agem com fúria, gratificam-se com estupro ou mutilação post-mortem, e são, na maioria, canibais ou necrófilos.” Costumam deixar evidências no local do crime e não param em emprego nenhum.
O caso mais famoso de serial killer brasileiro é o do motoboy Francisco de Assis Pereira, o ” Maníaco do Parque”. Mas ele está longe de ser o pior serial killer do país. Alguns mataram mais de 100, outros usaram crueldade inimaginável com um número bem menor de vítimas. Nesta lista estão nove serial killers em ordem cronológica. Se fôssemos listá-los por número de vítimas, a ordem seria bem diferente. Os escolhidos estão aqui pelas características extremamente violentas de seus crimes, cuja crueldade chega a embrulhar o estômago até de policias experientes.
9. O linguiceiro da rua do Arvoredo
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1863. Província de Porto Alegre. O açougueiro José Ramos, um homem elegante e viajado, que frequentava as casas de ópera da cidade e tinha excelente gosto musical, fazia sucesso entre a população com a venda de linguiças que ele e a mulher, Catarina Pulse, preparavam. O que ninguém sabia é que o ingrediente principal da referida iguaria era a carne das vítimas do casal, seduzidas pela promessa de uma noite de luxúria com Catarina. No matadouro disfarçado de alcova, as vítimas eram distraídas com conversa inebriante e recebiam boa comida e boa bebida – além de um golpe certeiro de machadinha desferido por Ramos, que abria suas cabeças de alto a baixo.
Com a ajuda de Carlos Claussner, o açougueiro Ramos degolava, esquartejava, descarnava, fatiava e guardava as vítimas em baús, moendo-as aos poucos e transformando-as nas famosas linguiças, que eram vendidas em seu açougue na rua da Ponte (hoje rua Riachuelo). Os crimes da rua do Arvoredo foram descobertos em 1894, chocando os cerca de 20 mil habitantes da cidade. Ramos foi condenado à forca. Catarina foi internada em um hospício, onde morreu louca. Claussner, àquela altura, já havia virado linguiça. Apesar do escândalo, os crimes foram ignorados pela imprensa da época. A história repercutiu apenas nos jornais da França e do Uruguai. Acredita-se que o caso tenha sido abafado porque a população da cidade queria esquecer que tinha sido transformada por Ramos em canibal.
Não se sabe ao certo quantos pobres diabos Ramos matou. Nem os motivos que o levaram a isso. Mas ele pode ser considerado o primeiro serial killer brasileiro de que se tem registro.
8. Preto Amaral
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Aos 17 anos, o escravo José Augusto do Amaral foi liberto pela Lei Áurea e entrou para o exército, servindo em todo o país. Na Guerra dos Canudos (1897), ele foi promovido a tenente. Finda a guerra, Amaral integrou batalhões de polícia e  desertou. Acabou sendo preso em Bagé, Rio de Janeiro, ao tentar desertar do exército nacional. Foi condenado a sete meses de prisão e, ao sair, aos 56 anos, passou a fazer bicos em São Paulo.
Em 1927, Amaral foi preso novamente. Desta vez, acusado de seduzir, estrangular e  estuprar três rapazes. Em seu depoimento, Amaral contava que seduzia e depois asfixiava as vítimas, estuprando-as depois de mortas.  A primeira vítima tinha 27 anos e conheceu Amaral na Praça Tiradentes, depois de pedir-lhe fósforos. Conversa vai, conversa vem, foram para um botequim tomar café, onde Amaral o convidou para assistir a um jogo de futebol. O corpo de Antônio Sanchez foi encontrado próximo ao Campo de Marte, na zona norte de São Paulo.
A segunda vítima tinha apenas 10 anos e foi atraída por Amaral com balões que ele vendia na região do Canindé, também na zona norte. O corpo de José Felippe Carvalho foi encontrado 13 dias depois, sem os membros superiores. Antônio Lemos tinha 15 anos quando foi abordado por Amaral nos arredores do Mercado Municipal, na região central da cidade. Amaral ofereceu almoço à vítima e partiu com ela num bonde rumo à Lapa. Foi só quando o corpo de Lemos foi encontrado que a polícia percebeu estar diante de um assassino incomum. Mas não havia nenhuma pista do assassino, até que Roque Piccili, um engraxate de 9 anos conseguiu escapar de Amaral. O assassino levou o menino para debaixo de uma ponte e já o estrangulava quando se assustou ao ouvir vozes e fugiu. O menino contou à polícia e Amaral foi preso e torturado. Na cadeia, confessou os crimes, contando em detalhes como matou suas vítimas.
Os crimes ganharam as manchetes nacionais. Amaral foi chamado de “monstro negro”, “diabo preto” e “estrangulador de crianças”. Acabou ficando conhecido como “Preto Amaral”. Morreu na Cadeia Pública de São Paulo, cinco meses depois de ser preso, de tuberculose, antes de ser julgado. Os motivos reais que levaram Amaral aos crimes ainda são um mistério, mas o psiquiatra que o examinou na prisão relacionou-os ao tamanho do pênis do ex-escravo. Na época, era comum relacionar o tamanho do pênis ao tamanho da bestialidade do criminoso.
Apesar de ter confessado os crimes, Amaral pode não ter sido o real culpado. Crimes semelhantes continuaram ocorrendo mesmo depois da prisão de Amaral, que tinha apresentado álibis para os dois primeiros assassinatos. Mesmo assim, Amaral acabou ganhando o título de primeiro serial killer brasileiro.

7. O Filho da Luz
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Nem bem Preto Amaral foi preso, e outro assassino serial apareceu para aterrorizar a população em 1927 – Febrônio Índio do Brasil. Os corpos de suas vítimas foram encontrados no ilha do Ribeiro, no Rio de Janeiro, nus, tatuados com as letras DCVXVI, e com marcas de estupro e estrangulamento. Auto-intitulado “Filho da Luz” (por estar em uma luta contra o demônio), ele abordava as vítimas com a promessa de um emprego que complementaria a parca renda familiar. Depois as levava para a isolada ilha do Ribeiro, onde as tatuava, estuprava e matava. O serial killer ainda tentou matar outros rapazes – todos com idades entre 8 e 14 anos -, que conseguiram escapar depois de sessões de tortura e estupro.
Quando foi preso, depois de ser reconhecido por familiares das vítimas, negou a autoria dos crimes. Mas acabou confessando ter estrangulado, em 13 de agosto de 1927, o menor Almiro José Ribeiro e jogado o corpo da vítima num matagal. Depois, assumiu a autoria do assassinato e estupro de Jonjoca, um menino de 10 anos. Ao levantar a ficha de Febrônio, os policiais viram que ele já havia sido preso 29 vezes, por fraude, pederastia e tendências homossexuais, tentativa de atentado violento ao pudor e exercício ilegal da odontologia. O Filho da Luz dizia ter visões que ordenavam que ele tatuasse dez rapazes para seguir sua missão contra o demônio. As letras tatuadas nas vítimas e em seu próprio tórax, segundo ele, significavam “Deus Vivo” ou “Imana Viva”. Com uma religiosidade aflorada, Febrônio chegou a mandar publicar o seu próprio evangelho, intitulado “As revelações do príncipe do fogo”. Todas as cópias foram queimadas pela polícia quando Febrônio, considerado inimputável, foi para o manicômio, onde permaneceu até morrer, aos 89 anos de idade.
6. O Monstro do Morumbi
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No final dos anos 60 e começo dos 70, sete mulheres foram brutalmente assassinadas por estrangulamento e seus corpos abandados em terrenos baldios do Morumbi. A polícia não tinha pistas do criminoso. Suas vítimas foram encontradas do mesmo jeito: nuas ou seminuas, pés e mãos amarrados com uma corda improvisada com pedaços de suas roupas (meias de náilon, sutiãs, calcinhas, lenços, blusas, saias), boca, nariz e ouvidos tampados com pedaços de jornal e papel amassados, e uma tira de tecido que servia como mordaça e como enforcador ao mesmo tempo. De cada uma das vítimas, o assassino levava o dinheiro, as jóias e uma peça de roupa, que dava de presente à companheira. Foi ela que, cansada de pular de emprego em emprego por conta do marido, acabou denunciando-o à polícia. Ao saber-se descoberto, o assassino fugiu e foi para o Pará, onde matou outras três mulheres e foi, finalmente, capturado. Ao ser preso, José Guerra Leitão, o “Monstro do Morumbi”, confessou os crimes.
O modo como escolhia a vítima era sempre o mesmo -  com as mesmas características físicas que, mas tarde, viria a se saber que eram as da sua mãe. Para ganhar a confiança das mulheres que matava, José Guerra Leitão criava um vínculo com elas, convidando-as para sair ou pedindo-as em namoro. Quando elas caíam em sua lábia, ele as levava para um matagal na região do Morumbi e as matava. Segundo especialistas, o motivo que o levou a cometer os crimes pode estar ligado à sua infância traumática. Com seis anos de idade, Leitão era responsável por limpar as feridas do pai hanseníaco, e sua mãe, prostituta, o levava para seus programas. Enquanto o pai definhava na cama, Leitão presenciava a vida sexual da mãe. Passou a nutrir ódio compulsivo pelas mulheres, o que o teria levado a praticar os crimes.
Leitão dizia com naturalidade ter matado mais de 24 mulheres, mas a polícia não conseguiu provas para acusá-lo de todos os crimes. Foi condenado pelo assassinato de quatro vítimas. Cumpriu a pena máxima de 30 anos e foi libertado em 2001. Sua localização é desconhecida.
5. Chico Picadinho
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Em 1966, a bailarina austríaca e boêmia Margareth Suida conheceu o corretor de imóveis Francisco Costa Rocha. A boa aparência e a boa lábia do moço, misturadas à bebida, acabaram atraindo Suida para o apartamento de Rocha. E para uma morte horrível. No meio da relação sexual, Rocha tornou-se violento. Mordeu-a, socou-a e tentou estrangulá-la com as mãos. Sem sucesso, terminou o trabalho com um cinto. Depois de certificar-se que Suida estava morta, decidiu livrar-se do corpo. Mas como? Rocha pegou uma lâmina de barbear, uma tesoura e uma faca e começou a retalhar o corpo ali mesmo, no tapete do sala. Começou cortando os seios, depois retirou os músculos da parte da frente. Levou o corpo para banheiro, retirou as vísceras e as jogou no vaso sanitário. Desistiu, pegou uma sacola plástica e colocou lá as tripas da moça. Voltou ao corpo, agora na banheira, e retirou parte dos músculos das costas e um pedaço das nádegas. Foi denunciado pelo amigo com quem dividia a quitinete, condenado a 18 anos de prisão e libertado na metade da pena por bom comportamento. Era um preso exemplar, que lia Nitzsche, Dostoiéviski, Frankel e Kafka. Ganhou a confiança do diretor e a liberdade condicional em junho de 1974.
Dois anos, dois casamentos e dois filhos depois, Francisco matou e retalhou a prostituta Ângela da Silva Souza com os mesmos requintes de crueldade com que havia matado Suida. Para esconder o corpo, Francisco arrastou-o até o banheiro e, munido de uma faca de cozinha, um canivete e um serrote, começou a retalhar o cadáver. Cortou fora os seios, abriu o ventre, retirou as vísceras e jogo-as no vaso sanitário. Como o encanamento entupiu, Francisco decidiu mudar de tática: picou o corpo de Souza bem miúdo e distribuição porções em sacos plásticos e em uma mala de viagem para facilitar o trasnporte. Demorou entre 3 e 4 horas para concluir o “serviço”. Novamente, foi denunciado pelo companheiro de apartamento.
“Chico Picadinho”, como ficou conhecido, voltou para a prisão. Foi condenado a 22 anos e meio pelo crime e deveria ter sido solto ao fim da pena máxima de 30 anos. Mas ao término da pena, em 1998, em vez de ser posto em liberdade, Chico Picadinho foi mandado para a Casa de Custódia de Taubaté, sob a alegação de que criminosos psicopatas podem ser mantidos indefinidamente em estabelecimentos psiquiátricos para receber tratamento. Chico Picadinho ainda está preso.
4. O Vampiro de Niterói
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Marcelo Costa de Andrade era considerado o pior serial killer brasileiro até a prisão, em 2004, de Francisco Chagas de Brito pelo assassinato de 42 crianças. O “Vampiro de Niterói“, como ficou conhecido, matou brutalmente 13 meninos entre 6 e 13 anos no Rio de Janeiro, entre 1991 e 1992. Marcelo atraía suas vítimas para áreas desertas, estuprava-as e as estrangulava. Depois de matá-las, Marcelo bebia seu sangue (“para ficar bonito e jovem como eles”) e praticava sexo com seus corpos até que o estado de decomposição adiantado o impedisse. Foi preso após ser denunciado por uma de suas vítimas, um menino de 10 anos que conseguiu fugir de Marcelo depois de ter sido violentado e de ter presenciado o estupro e a morte do irmão de 6 anos.
Quando confessou os crimes, Marcelo, um garoto pobre que viveu nas ruas e se prostituiu, disse que “preferia garotos porque eles são melhores e têm a pele macia“. Evangélico e homossexual, Marcelo não sente remorso pelo que fez. Ele acredita ter feito um favor às crianças que matou. “O pastor disse que as crianças vão automaticamente para o céu quando morrem antes dos 13. Então eu sei que eu fiz um favor os enviando para o céu”. Foi absolvido pela justiça por ser considerado inimputável e mandado para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Henrique Roxo, em Niterói, sem previsão de libertação. Em todos os exames de cassação de periculosidade pelos quais passou foi atestado pelos peritos como não tendo condições mentais de ser desinternado.
3. Maníaco do Parque
Nove. Este foi o número de mulheres encontradas mortas, com sinais de espancamento e estupro, no Parque do Estado, na divisa de São Paulo com Diadema, em 1998. Elas não tinham nada em comum, a não ser o desejo escondido de se tornar modelo fotográfico. Foi com a promessa de uma sessão de fotos para um catálogo que o motoboy Francisco de Assis Pereira conseguiu atrair para o Parque 14 moças. Cinco conseguiram escapar depois de ser estupradas e ter coxas, seios e costas mordidas pelo motoboy. As nove restantes não tiveram a mesma sorte. Foram mortas por estrangulamento, com o cadarço dos sapatos ou uma cordinha que Pereira levava na pochete. O “Maníaco do Parque”, como ficou conhecido, fugiu quando seu retrato falado foi divulgado pela polícia. Foi preso uma semana depois, no Rio Grande do Sul, quando um pescador reconheceu o rosto do retrato falado e denunciou sua presença à polícia local.
Ao ser preso, Pereira primeiro negou a autoria dos crimes, depois confessou que havia matado todas as nove mulheres encontradas no Parque do Estado. Foi condenado a 274 anos de prisão e jurado de morte pelos internos. Quando foi questionado sobre os motivos que o levaram a matar as mulheres, Pereira disse: “Eu tenho um lado ruim dentro de mim. É uma coisa feia, perversa, que eu não consigo controlar. Tenho pesadelos, sonho com coisas terríveis. Acordo todo suado. Tinha noite que não saía de casa porque sabia que na rua ia querer fazer de novo, não ia me segurar. Deito e rezo, pra tentar me controlar” [fonte: Veja]. Pereira atribui isso ao fato de ter sido molestado por uma tia quando criança e de ter sido violentado por um patrão na adolescência.
2. Maníaco do Trianon
No dia 17 de agosto de 1987, a empregada do psiquiatra Antonio Carlos Di Giacomo chegou para trabalhar e encontrou um cenário de horror. Debruçado sobre uma poça de sangue, com pés e mãos amarrados e uma meia na boca, estava o médico formado pela Escola Paulista de Medicina. Quando a polícia chegou ao local, percebeu se tratar de mais uma vítima do Maníaco do Trianon, um serial killer que atuava nas imediações do Parque Tenente Siqueira Campos, conhecido ponto de prostituição masculina na região da avenida Paulista. Suas vítimas eram profissionais bem-sucedidos, que moravam sozinhos e eram homossexuais. Os crimes aterrorizaram a comunidade gay da época, já assustada com a escalada de violência contra os homossexuais por conta da disseminação do vírus da Aids.
Entre 1986 e 1989, Fortunato Botton Neto, garoto de programa que atuava no Trianon, matou 13 homens – com idades entre 30 e 60 – com requintes de crueldade. Quando foi preso, confessou os crimes com detalhes de embrulhar o estômago. Depois de combinar o preço do programa, ele seguia para o apartamento das vítimas, onde bebia com elas até que ficassem totalmente alcoolizadas. Amarrava os tornozelos e os pulsos, amordaçava e matava por estrangulamento, golpes de faca ou chave de fenda. Em alguns casos, chegou a pisotear as vítimas até que os órgãos internos saíssem pela boca, ouvidos, nariz e ânus. Terminado o serviço, ele vasculhava o apartamento da vítima à procura de dinheiro e objetos valiosos que pudessem ser vendidos facilmente sem levantar suspeitas.
A frieza com que Neto relatou os crimes chocou os policias que trabalhavam no caso. Em de seus depoimentos, o maníaco diz: “Matar é como tomar sorvete: quando acaba o primeiro, dá vontade de tomar mais, e a coisa não para nunca”. Neto foi condenado por três dos sete crimes que confessou. Morreu na prisão em fevereiro de 1997, de broncopneumonia decorrente da Aids.
1. Francisco das Chagas Rodrigues de Brito
42 meninos entre 6 e 15 anos. Este foi o número de vítimas feitas por Francisco das Chagas Rodrigues Brito entre 1989 e 2004, no Maranhão e no Pará. Brito é considerado o pior serial killer brasileiro. Matou 3 vezes mais do que o Vampiro de Niterói, até então o primeiro do ranking de assassinos seriais do país. Chagas escolhia meninos fisicamente parecidos, pobres de periferia que vendiam doces e perambulavam pelo local onde trabalhava ou morava. O modus operandi era sempre o mesmo: ele puxava conversa com a criança e a convidava para pegar frutas no mato. Quando entrava na mata fechada, matava a criança por estrangulamento, a pedradas ou com objetos cortantes. Depois as mutilava: retirava seus testículos ou órgãos genitais, decepava partes do corpo e levava com ele um souvenir: osso, roupas, um dedo, uma orelha ou outro pedaço amputado. Em alguns casos, estuprou a vítima e há suspeitas de que tenha comido partes de algumas. Seu caso ficou conhecido como “os meninos emasculados de Altamira“.
Ao ser preso como suspeito pela morte de Jonatham Silva Vieira, de 15 anos, Chagas negou envolvimento no crime, mas a polícia acabou apresentando provas científicas que confirmavam o envolvimento do mecânico de bicicletas na morte do garoto. Chagas acabou confessando esta e outras 17 mortes em Altamaria a que havia sido relacionado. Depois viria a confessar um total de 42 mortes.
Especialistas ainda tentam entender os motivos que levaram Chagas a praticar os crimes. À escritora Ilana Casoy, maior especialista em serial killers do país e que colaborou na investigação do caso, Chagas disse que o motivo estava na bíblia, Isaías 14:21: “Preparai a matança para os filhos por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem, e possuam a terra, e encham o mundo de cidades”. Apesar da motivação aparentemente religiosa dos crimes, os especialistas acreditam que a chave da psicopatia de Chagas esteja na infância: criança abandonada pelos pais que apanhava da avó severa com chicote de cipó.

Qualquer que tenha sido o motivo real, Chagas não mostrou arrependido pelo que fez em nenhum momentos dos depoimentos ou de seu julgamento. Quando, diante do júri popular, conto o porquê de ter matado as crianças, ele disse que ouvia vozes ordenando que as matasse e que, depois, era tomado por uma “força” exterior. Em 2006, ele foi condenado a 20 anos e oito meses de prisão pela morte de Jonatham e ainda aguarda julgamento pelos demais assassinatos.

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